Padrão de segurança para criptomoedas definirá as melhores práticas para o Bitcoin.
Um grupo da indústria, composto por desenvolvedores, pesquisadores e profissionais de segurança, elaborou um conjunto de práticas recomendadas para negócios com Bitcoin e criptomoedas.
Um grupo da indústria composto por desenvolvedores, pesquisadores e profissionais de segurança elaborou um conjunto de boas práticas propostas que empresas de Bitcoin e criptomoedas devem seguir para garantir a maneira mais segura e fácil de lidar com Bitcoin e outras criptomoedas. Chamado de Padrão de Segurança de Criptomoedas (CCSS, na sigla em inglês), esse padrão busca padronizar as diversas regras e práticas de software utilizadas por empresas como carteiras digitais, corretoras, etc., para manter os fundos dos clientes seguros. O CCSS foi criado em colaboração com o CryptoCurrency Certification Consortium (C4) e a BitGo, Inc.
O foco principal deste padrão é a segurança e a transparência do Bitcoin no gerenciamento dos fundos dos clientes, algo essencial para o crescimento e a adoção do Bitcoin e das criptomoedas pelo público em geral. Isso se torna especialmente importante à luz de eventos recentes, como o roubo de Bitcoins da Bitstamp ou, mais recentemente, o roubo de mais de 7000 BTC da corretora chinesa Bter. Problemas de segurança têm afetado alguns dos principais participantes desse mercado, e os criadores deste novo padrão esperam que, ao seguir essas diretrizes durante o desenvolvimento, todo o ecossistema possa se beneficiar, tornando a segurança do Bitcoin mais robusta.
A própria estrutura CCSS foi dividida em três nÃveis, proporcionando uma classificação mais detalhada para as empresas. Atingir o NÃvel III, que é o objetivo das principais bolsas de valores, significa que
"... existem polÃticas e procedimentos formalizados que são aplicados em cada etapa de seus negócios, vários atores são necessários para todas as ações crÃticas, mecanismos avançados de autenticação garantem a autenticidade de todos os dados e os ativos são distribuÃdos geograficamente e organizacionalmente de forma a serem resilientes contra comprometimento por qualquer pessoa ou organização."
— – CCSS
Mesmo para atingir o NÃvel II, certas boas práticas de segurança são necessárias, como o uso de carteiras com múltiplas assinaturas.
As diretrizes são emitidas com base em dez critérios, que precisam ser seguidos para cada nÃvel alcançado dentro da estrutura CCSS. São eles: geração de chaves/sementes, criação de carteiras, armazenamento de chaves, uso de chaves, polÃtica de comprometimento de chaves, polÃtica e procedimentos de concessão/revogação de detentores de chaves, auditorias de segurança/testes de penetração de terceiros, polÃtica de higienização de dados, comprovação de reserva e registros de auditoria. Para alcançar qualquer nÃvel, uma empresa deve comprovar sua competência por meio de uma auditoria externa.
Essas diretrizes também seriam interessantes para reguladores que não são muito familiarizados com tecnologia, mas desejam proteger os consumidores de empresas inescrupulosas ou incompetentes. Diversas empresas baseadas em Bitcoin e criptomoedas tiveram que fechar após perderem fundos de clientes, e geralmente não há como ressarcê-los. Essas estruturas e diretrizes ajudarão as empresas a planejar sua segurança de forma robusta, minimizando os riscos.











